A FÉ DE MARTA
Disse-lhe Jesus: "Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente. Você crê nisso?" Ela respondeu: "Sim, Senhor, eu tenho crido que tu és o Cristo, o Filho de Deus que devia vir ao mundo" (Jo 11:25-27). O contexto deste relato do evangelho de João descreve o milagre que o Senhor Jesus operou ao ressuscitar seu amigo Lázaro, irmão de Marta e Maria. Embora este sinal milagroso seja o principal destaque nesta passagem, pretendo salientar as afirmações de Marta a respeito de sua fé em Cristo Jesus. Historicamente, e de modo geral, Marta tem recebido atenção negativa por uma atitude que lhe rendeu reprovação por parte do Senhor, conforme registra Lucas (Lc 10:38-42). Aqui, porém, vemos que ela deveria ser lembrada mais por esta nobre declaração de fé do que pelo seu infeliz momento de inquietação e crítica. Jesus afirma que Ele é a ressurreição e a vida e que aqueles que pessoalmente creem nele, viverão ainda que morram. Para os que foram feitos filhos de Deus em Cristo (Jo 1:12); a morte física é, meramente, uma passagem para a vida abundante e de perfeita comunhão com Deus. Entretanto, essa promessa não é uma experiência a ser desfrutada apenas no futuro, mas também, aqui e agora. Embora com algumas limitações pelo fato do cristão ainda estar vivendo num mundo caído e com uma natureza caída habitando nele. De qualquer maneira, o início desta vida eterna ocorre no exato momento em que a pessoa crê em Cristo como seu redentor (Jo 3:16,36; 5:24). Marta expressa sua fé em Jesus, dizendo: "eu tenho crido". Na língua original, esta construção gramatical indica continuidade e demonstra que a fé que uma vez lhe fora dada, permanecia ativa. Além disso, sua fé estava fundamentada em um conhecimento profundo das Escrituras. Isso se evidencia em seu argumento sequente: Inicialmente, ela diz que Jesus é "o Cristo". Esta afirmação reflete o seu reconhecimento de que Jesus é o Messias prometido e esperado pelo povo judeu. Em seguida, ela alega que Ele é "o Filho de Deus"; alguém que possui um relacionamento íntimo e especial com Deus, o Pai. Aliás, o evangelho de João foi escrito com o propósito de trazer pessoas à fé em Cristo como "o Filho de Deus" (Jo 20:31). Por último, ela se refere a Jesus como aquele "que devia vir ao mundo"; em outras palavras, que Ele é o enviado de Deus para cumprir, com perfeição, Sua vontade de livrar os pecadores da condenação final. Juntas, estas declarações descrevem a percepção mais elevada que alguém poderia ter da pessoa de Jesus Cristo. Atente para esta preciosa e precisa expressão de fé que Marta exerceu naquele que entregou sua vida na cruz, pois ela exemplifica o tipo de fé que resulta em ressurreição e vida eterna com Deus. João Crisóstemo 18/02/2025
Disse-lhe Jesus: "Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente. Você crê nisso?" Ela respondeu: "Sim, Senhor, eu tenho crido que tu és o Cristo, o Filho de Deus que devia vir ao mundo" (Jo 11:25-27). O contexto deste relato do evangelho de João descreve o milagre que o Senhor Jesus operou ao ressuscitar seu amigo Lázaro, irmão de Marta e Maria. Embora este sinal milagroso seja o principal destaque nesta passagem, pretendo salientar as afirmações de Marta a respeito de sua fé em Cristo Jesus. Historicamente, e de modo geral, Marta tem recebido atenção negativa por uma atitude que lhe rendeu reprovação por parte do Senhor, conforme registra Lucas (Lc 10:38-42). Aqui, porém, vemos que ela deveria ser lembrada mais por esta nobre declaração de fé do que pelo seu infeliz momento de inquietação e crítica. Jesus afirma que Ele é a ressurreição e a vida e que aqueles que pessoalmente creem nele, viverão ainda que morram. Para os que foram feitos filhos de Deus em Cristo (Jo 1:12); a morte física é, meramente, uma passagem para a vida abundante e de perfeita comunhão com Deus. Entretanto, essa promessa não é uma experiência a ser desfrutada apenas no futuro, mas também, aqui e agora. Embora com algumas limitações pelo fato do cristão ainda estar vivendo num mundo caído e com uma natureza caída habitando nele. De qualquer maneira, o início desta vida eterna ocorre no exato momento em que a pessoa crê em Cristo como seu redentor (Jo 3:16,36; 5:24). Marta expressa sua fé em Jesus, dizendo: "eu tenho crido". Na língua original, esta construção gramatical indica continuidade e demonstra que a fé que uma vez lhe fora dada, permanecia ativa. Além disso, sua fé estava fundamentada em um conhecimento profundo das Escrituras. Isso se evidencia em seu argumento sequente: Inicialmente, ela diz que Jesus é "o Cristo". Esta afirmação reflete o seu reconhecimento de que Jesus é o Messias prometido e esperado pelo povo judeu. Em seguida, ela alega que Ele é "o Filho de Deus"; alguém que possui um relacionamento íntimo e especial com Deus, o Pai. Aliás, o evangelho de João foi escrito com o propósito de trazer pessoas à fé em Cristo como "o Filho de Deus" (Jo 20:31). Por último, ela se refere a Jesus como aquele "que devia vir ao mundo"; em outras palavras, que Ele é o enviado de Deus para cumprir, com perfeição, Sua vontade de livrar os pecadores da condenação final. Juntas, estas declarações descrevem a percepção mais elevada que alguém poderia ter da pessoa de Jesus Cristo. Atente para esta preciosa e precisa expressão de fé que Marta exerceu naquele que entregou sua vida na cruz, pois ela exemplifica o tipo de fé que resulta em ressurreição e vida eterna com Deus. João Crisóstemo 18/02/2025